Procurando a beleza desse mundo torpe
em meio às pérolas jogadas aos porcos
nesse inferno de labaredas azuis
chamando por deuses e diabos e deusas e anjos e gnomos e fadas e bruxas e feiticeiras e padres e pastores e xamãs e caciques e pajés e pais de santos dos candomblés
tendo mais de uma overdose diária de nojo
ressuscitando sem ajuda de aparelho, nem de um puto de um médico de cuba, nem do brasil, nem da puta que pariu...
vendo gente morrer, chorar, criança sem casa , nem comida, nem amor, nem um monte de outras infinitas necessidades, e o governo rindo da nossa cara e o povo na letargia e agonia e essa falta de saída, e esse beco, e essa fossa, e essa caça de algum dia, em algum lugar encontrar a egoísta e individual e egocêntrica e privada felicidade burguesa.
R.C.
8.12.13
Postado por
Letricidade
às
15:20
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